terça-feira, 1 de julho de 2014

Resenha: "Cidades de Papel" - John Green

Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
N° de páginas: 368

Antes de começar a resenha em si, devo dizer que “Cidades de Papel” foi uma surpresa para mim. Assim como muita gente, eu fui atrás de outros livros do John Green após ler “A Culpa é das Estrelas”, e quando meu aniversário chegou eu acabei ganhando “Cidades de Papel” e “O Teorema Katherine”. 
Como muita gente tinha falado mal de “O Teorema Katherine” eu resolvi começar minha leitura pelo outro livro e, bom, acabei largando ele quase que na hora. Alguns meses depois, eu estava sem nada para ler e decidi dar uma outra chance para o livro, e foi ai que eu descobri como eu fui idiota por tê-lo largado. 
“Cidades de Papel”  é narrado em 1ª pessoa pelo personagem Quentin Jacobsen, um adolescente que tem uma paixão platônica por uma das garotas mais populares da escola: Margo Roth Spielgelman. Os dois eram amigos na infância, porém essa amizade acabou, os dois se distanciaram e nunca mais se falaram; até uma certa noite. Nessa noite em questão, Margo misteriosamente aparece na janela de Quentin pedindo para ele levá-la em alguns lugares. Ela acaba convencendo Quentin e os dois se aventuram pela noite juntos. 
Tudo estaria certo se não fosse pelo fato de que, na manhã seguinte, Margo tinha desaparecido.
O motivo de eu ter largado esse livro anteriormente foi devido ao começo muito chato e maçante que, ao contrário de “A Culpa é das Estrelas”, não conseguiu me prender nem um pouco. Porém, a história finalmente começa a te prender e ficar interessante quando o tal desaparecimento acontece. 
É realmente impressionante o tanto de coisa que o John Green consegue nos passar nesse livro, os personagens são tão bem construídos e refletem verdades tão profundas que é quase impossível não se identificar com eles em alguns pontos. 
O livro tem seus altos e baixos, pois, como vemos tudo pelos olhos de Quentin e ele só consegue pensar em como encontrar a Margo, o momento pode variar de super engraçado para super tediante. Mas isso é uma coisa que pode ser facilmente relevada depois que você se acostuma com o estilo da narrativa. 
Muita gente reclamou do final e eu entendo isso, pois nós passamos o livro inteiro esperando para que a coisa aconteça assim, mas ela acaba acontecendo assado. Apesar de entender eu acabo discordando da maioria, pois acho que essa quebra de expectativa que ocorre uma das melhores coisas da história; acho que nunca um final fez tanto sentido. 
As explicações que nós recebemos sobre o título são simplesmente incríveis, o que para mim só destaca a genialidade do autor. Após ter lido três livros dele (embora um não tenha sido muito bom, clique aqui) posso dizer que concordo com a fama que ele tem de ser um dos melhores autores para jovens, afinal o cara consegue escrever sobre coisas profundas de um jeito fácil e com uma originalidade ímpar. 
Recomendo muito o livro, pois é um YA que prova ter mais valor do que parece; além de ser uma leitura muito inteligente, envolvente e engraçada.
Assim como a “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel” ganhará uma adaptação para o cinema.